quinta-feira, 15 de abril de 2010

Corrida contra os vícios



Há cerca de quatro anos o advogado empresarial Thiago Trevisan Rocchetti, 29, decidiu mudar de vida: tirou os dois maços de cigarro do seu dia-a-dia. A decisão ocorreu após a morte do seu pai, um fumante inveterado. “Todas as complicações que ele teve foram causadas pelo consumo excessivo do cigarro e isso me marcou muito”, conta.

Passado o luto do pai, investiu em exercícios e em dieta, além de optar por cigarros mais fracos. “Intercalava 8 km entre caminhada e corrida. Fui parando de fumar até cortar totalmente.”

E mais. No processo, Trevisan emagreceu 14 kg, ganhou disposição e um corpo mais definido. “O cigarro me levou à corrida, e hoje eu tenho mais qualidade de vida.”

Serenidade, tranquilidade, bem-estar
A atividade física faz com que o organismo libere endorfinas, relacionadas à sensação de bem-estar e responsáveis pela redução da ansiedade e do estresse, importantes no momento em que a pessoa está se desligando de um vício. “Toda vez que tratamos um fumante orientamos para que ele se afaste de momentos que causam ansiedade no dia-a-dia e pratique atividade física. Indicamos, pela facilidade, iniciar com caminhada todos os dias ou andar de bicicleta”, conta o coordenador do Prevfumo (Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo), Sérgio Ricardo Rodrigues de Almeida Santos. Os estudos realizados no centro de reabilitação mostram que aliar exercícios ao tratamento permite atingir o resultado final em curto prazo.

“O grande problema é que as pessoas iniciam o processo com exercícios e depois de um tempo não dão continuidade, aumentando o risco de recaídas. Orientamos adotar a atividade física para a vida inteira, porque ela mantém a motivação para não fumar”, fala o pneumologista.

Sionaldo Ferreira, educador físico e professor de Educação Física da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), acredita nos resultados positivos dos exercícios físicos, no combate às dependências. “Sabemos de tentativas de clínicas e centros que dão certo porque os dependentes que se valem da atividade física aguentam mais tempo sem a droga e apresentam menos sintomas de abstinência. O bem-estar causado pelo exercício ajuda na mudança de hábitos, levando a comportamentos saudáveis”, afirma.

Fácil entrar, difícil sair
Cada dependência tem sua característica e não há como generalizar ou traçar um perfil do indivíduo que tem predisposição para o vício. “A depressão e a ansiedade são os grandes vilões da procura por uma válvula de escape. Quem tem fobia social, por exemplo, pode recorrer ao álcool para se sentir mais à vontade em lugares públicos. Como a bebida, em um primeiro momento, torna a pessoa mais sociável, ela consegue resolver rapidamente o seu problema. E, assim, sempre que precisar, sabe o que fazer”, declara João Carlos Dias, psiquiatra e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Entre as drogas lícitas e ilícitas mais comuns consumidas no Brasil estão: álcool, tabaco, maconha, ansiolíticos e cocaína. “O fácil acesso é o principal fator que leva ao consumo e ao vício. Em geral, as primeiras experiências começam aos 12 anos”, explica Elisaldo Carlini, diretor do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas).

Para abandonar a “muleta”, no entanto, as dificuldades são grandes: são necessários, além de muita força de vontade, apoio familiar, tratamentos com psiquiatras e psicólogos e ajuda de núcleos assistenciais.

O tratamento para um dependente varia de acordo com as respostas do organismo e não há previsão de quanto tempo a pessoa pode se considerar livre. No Centro de Apoio Alcoólicos Anônimos, por exemplo, os participantes se autodenominam alcoólatras em recuperação por toda a vida.

O grande fantasma para quem está em recuperação é a recaída. É aí que a indicação para a prática de exercícios físicos entra como parte do tratamento. “A endorfina e a anandamida são antidepressivos endógenos [produzidos pelo nosso corpo] durante e depois da prática de exercícios, por isso funcionam como agentes `amenizadores´ nas crises de abstinência, evitando possíveis recaídas”, afirma Ferreira.

Mais a fundo
Tanto cocaína, nicotina, maconha e ansiolíticos como inibidores de apetite criam um estado de bem-estar pelo aumento de metabolismo. Depois, quando passa o efeito, esse aumento cessa, levando à depressão.

O educador físico e fisiologista do exercício do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) Paulo Corrêa teve uma experiência positiva com a “troca de dependência”, como ele explica: “Propus a uma aluna a troca da maconha diária pela corrida e ela aceitou”. Os 30 minutos de corrida que ele sugeriu produziram benefícios para coração, pulmão e mantinham a frequência cardíaca estável, liberando endorfina (sensação de prazer). “Foi aí que ela compreendeu que se deixasse de usar maconha ela renderia muito mais nos treinos e sua capacidade cardiorespiratória melhoraria muito”, conta.

“Os resultados foram ótimos. Ela perdeu peso, ficou mais bonita, sumiu aquele ar de ‘derrubada’, melhorou na vida profissional, aumentou a concentração, ganhou força corporal e abandonou também a bombinha contra asma que carregava”, relata.

Mudanças do vinho para a água
Mesmo quem já tem o esporte na agenda não está livre dos vícios. A corrida sempre esteve presente no dia a-dia do metroviário Antônio Carlos (nome fi ctício adotado pelo corredor), 48. “Participava de competições e saía para beber depois. Chegou um momento em que eu tive de parar de correr porque não agüentava mais”, relembra Antônio.

“Fui campeão paulista de karatê aos 19 anos e saí para ‘bebemorar’ com os amigos”, conta. Esse foi o começo. Durante dez anos (dos 20 aos 30 de idade) ele se tornou um alcoólatra. Não largou o trabalho, mas nos momentos de lazer, quando ia jogar futebol ou encontrar com os amigos, sempre havia bebida.

No caso de Antônio, o fundamental para a sua recuperação foi a força de vontade e a paixão pela corrida. Quando a bebida começou a influenciar seu desempenho no trabalho, a assistente social o encaminhou a uma clínica de recuperação, em que ficou internado durante um mês. “Os três primeiros dias são os mais sofridos”, conta. Após a dura temporada na clínica e as crises de abstinência, voltou se sentindo mais seguro e confiante para controlar a bebida.

“Não tive problemas em voltar aos esportes. Voltei a caminhar e depois de 15 dias a correr. Hoje nem consigo caminhar (risos), já saio trotando”, estusiasma-se.

Desde então ele treina todos os dias no parque do Ibirapuera e na rodovia dos Imigrantes. Como não tem tempo para treinar muito, prefere as corridas curtas, de 5 km e 10 km. “Já ganhei tanta medalha que agora dou de presente. Tenho dois quadros com 100 medalhas e 30 troféus de corridas”, conta.

Conto de fadas
Ana Luiza dos Anjos Garcez, 44, hoje faz trabalhos para a Federação Paulista de Atletismo, “mora” na pista de corrida do Ginásio do Ibirapuera e dá aulas de corrida para crianças. Mas Ana morou 17 anos na praça da República e na avenida Paulista, passou pela antiga Febem (Fundação do Bem-Estar do Menor), e se viciou em cola. “Logo a cola não fez mais efeito e eu parti para outras opções: maconha e cocaína”, relembra.

Mas a vida dela mudou quando começou a correr, aos 36 anos. Segundo Ana, os colegas não acreditaram que ela conseguiria correr, por ser uma usuária de drogas. Mesmo assim, ela se inscreveu em numa prova. “Corri uma maratona. Quase morri. Eu achava que eram só 5 km. Cheguei por último e levei seis horas para completar. Corria e parava, tudo doía. Fiquei seis dias sem andar, sem mexer os braços e depois de uma semana comecei a correr de verdade.”

A atleta, que é facilmente reconhecida nas provas de corrida de rua que acontecem em São Paulo, por seu visual descontraído e cabelos com dread, complementa: “Minha droga agora é o esporte. É a melhor que existe. Hoje eu dou resultado, ganho provas e medalhas e sou conhecida como Animal”, diz.

Fórmulas nem tão mágicas
A economista Carolina Sawaya Bonazza, 30, quando entrou na faculdade, aos 19 anos, resolveu partir para os inibidores de apetite, cansada de lutar contra a balança. “Emagreci dez quilos. Fiquei de bem com meu corpo, mas toda vez que suspendia o uso do remédio, engordava”, fala.

Aos 28 anos, resolveu parar com as fórmulas de fenproporex, anfepramona e sibutramina. “Os remédios causam efeitos colaterais fortes. Eu ficava acelerada, o coração disparava.”

O psiquiatra Dias explica que no caso de antidepressivos e fórmulas emagrecedoras, a combinação para o corpo é bombástica. A manipulação é composta por duas substâncias que se contradizem. “Uma acalma para controlar a ansiedade e evitar compulsões pelos alimentos e a outra acelera para aumentar o metabolismo e perder peso mais rápido”, explica.

A reviravolta na vida da economista veio aos 29 anos. Procurou uma nutricionista, contratou um treinador e mudou seus hábitos. Em um ano enxugou 6 kg.

O treinador Rodrigo Galvão foi quem iniciou os treinos de corrida para Carolina. “Para emagrecer, não há exercício melhor que a corrida. Ela requer o trabalho de todos os músculos e potencializa o desempenho cardiorespiratório”, explica ele.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Frase Sobre Vícios

"O hábito do vício atenua, mas nunca afoga inteiramente a voz dos remorsos." (Edward Young)

"Se abrires a porta a um pequeno vício, não tardarão a entrar os grandes vícios." (Henry George Bohn)

"Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo." (Carl Gustav Jung)

"Os vícios vêm como passageiros, visitam-nos como hóspedes e ficam como amos." (Confúcio)

"O vício não é outra coisa senão o sacrifício do futuro ao presente."
(Jean-Baptiste Say)

"Um vício custa mais caro que manter uma família." (Honoré de Balzac)

"O própio vício, perdendo toda a sua baixeza, perdeu metade do seu mal." (Edmund Burke)

"Os vícios: é mais fácil desarraigá-los do que refreá-los." (Sêneca)

"Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais." (Barão de Montesquieu)

"Vício é o que sempre estamos fazendo pela última vez." (Leon Eliachar)

"Não existe vício que não tenha uma falsa semelhança com uma virtude e que disso não tire proveito." (Jean de La Bruyère)

"O vício, tal como a virtude, cresce em passos pequenos." (Jean Racine)

"Todos os vícios, quando estão na moda, passam por virtudes." (Molière)

"O que há de pior nos vícios é que conduzem ordinariamente aos crimes." (Marquês de Maricá)

"Todos os vícios são mais leves quando são visíveis: eles são muito perniciosos quando se escondem sob um ar de pureza." (Sêneca)

"Os vícios entram na composição da virtude assim como os venenos entram na composição dos remédios. A prudência mistura-os e atenua-os, e deles se serve utilmente conta os males da vida." (François de La Rochefoucauld)

"Muitos de nossos vícios existem apenas por serem sustentados por outros vícios; portanto, se destruirmos nossos vícios principais, muitos outros hão de desaparecer imediatamente, do mesmo modo que os ramos caem quando se corta o tronco de uma árvore." (Blaise Pascal)

"Justificamos nossos vícios, porque os apreciamos, e preferimos desculpá-los a repeli-los." (Sêneca)

"É mais fácil sustentar dez filhos que um vício." (Aparício Torelly)

"Alguns, odiando execessivamente os vícios, estimam pouquíssimo os homens." (Edmund Burke)

"Não há vício tão simples que não afivele a aparência de virtude."
(William Shakespeare)

"Prefiro um vício cômodo a uma virtude fatigante."
(Jean-Baptiste Poquelin)

"O vício e a virtude são parentes como o carvão e o diamante." (Karl Kraus)

"O sangue se herda, o vício se afeiçoa." (Mateo Alemán)

"Os vícios de outrora são os costumes de hoje." (Sêneca)

"O que impede a entrega a um só vício é termos vários."
(François de La Rochefoucauld)

"O vício é o mal que fazemos sem prazer."
(Sidonie Gabrielle Colette)

"Certos vícios são mais enfadonhos do que a própria virtude. Apenas por isso a virtude geralmente triunfa." (Ennio Flaiano)

"O vício não seria completamente vício se não odiasse a virtude."
(Nicolas de Chamfort)

"Procura a satisfação de veres morrer os teus vícios antes de ti." (Sêneca)

"Os homens que têm os mesmos vícios apóiam-se mutuamente." (Juvenal)

"Uma das funções do vício é manter a virtude dentro de certos limites."
(Samuel Butler)

"Vícios são desperdícios de vida." (George Bernard Shaw)

"Nenhum vício permanece dentro de si mesmo." (Sêneca)

Vício do Sexo

Vício sexual – O que é isso?

Vício sexual é o desejo sexual normal que se tornou possessivo, ao ponto que o
comportamento ficou fora de controle. Dependência sexual também é conhecido como um vício 'comportamental', ao contrário de vício de substâncias como o álcool e drogas. Em um vício comportamental, o sentimento de euforia (ou "alta") surge da liberação de químicos no cérebro, ao invés de uma fonte externa. À medida que a mente se acostuma com esses químicos, ela continua procurando por outras fontes que produzem o mesmo efeito. Isso pode ser de comida, o aumento repentino da adrenalina em uma competição, colocar-se em situações perigosas ou de estímulo sexual. Vício sexual pode tomar várias formas, do uso de pornografia e masturbação a vários romances sexuais, relações com prostitutas e voyeurismo. Em casos extremos, o vício sexual pode envolver moléstia, estupro e até assassinato. As muitas formas de vício sexual têm uma coisa em comum: o comportamento é feito em segredo, e o viciado passa a ser um craque em esconder esse segredo até das pessoas mais íntimas.

Alcoolismo



O que é?

O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes. O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.
Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.


Tolerância e Dependência


A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranqüilidade, depois de duas semanas (por exemplo) são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. Na prática não se observa uma total tolerância, mas de forma parcial. Um indivíduo que antes se embriagava com uma dose de uísque e passa a ter uma leve embriaguez com três doses está tolerante apesar de ter algum grau de embriaguez. O alcoólatra não pode dizer que não está tolerante ao álcool por apresentar sistematicamente um certo grau de embriaguez. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool.
O alcoólatra de "primeira viagem" sempre tem a impressão de que pode parar quando quiser e afirma: "quando eu quiser, eu paro". Essa frase geralmente encobre o alcoolismo incipiente e resistente; resistente porque o paciente nega qualquer problema relacionado ao álcool, mesmo que os outros não acreditem, ele próprio acredita na ilusão que criou. A negação do próprio alcoolismo, quando ele não é evidente ou está começando, é uma forma de defesa da auto-imagem (aquilo que a pessoa pensa de si mesma). O alcoolismo, como qualquer diagnóstico psiquiátrico, é estigmatizante. Fazer com que uma pessoa reconheça o próprio estado de dependência alcoólica, é exigir dela uma forte quebra da auto-imagem e conseqüentemente da auto-estima. Com a auto-estima enfraquecida a pessoa já não tem a mesma disposição para viver e, portanto, lutar contra a própria doença. É uma situação paradoxal para a qual não se obteve uma solução satisfatória. Dependerá da arte de conduzir cada caso particularmente, dependerá da habilidade de cada psiquiatra.

Tratamento do Alcoolismo

O alcoolismo, essencialmente, é o desejo incontrolável de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade prejudicial ao bebedor. O núcleo da doença é o desejo pelo álcool; há tempos isto é aceito, mas nunca se obteve uma substância psicoativa que inibisse tal desejo. Como prova de que inúmeros fracassos não desanimaram os pesquisadores, temos hoje já comprovadas, ou em fase avançada de testes, três substâncias eficazes na supressão do desejo pelo álcool, três remédios que atingem a essência do problema, que cortam o mal pela raiz. Estamos falando naltrexona, do acamprosato e da ondansetrona. O tratamento do alcoolismo não deve ser confundido com o tratamento da abstinência alcoólica. Como o organismo incorpora literalmente o álcool ao seu metabolismo, a interrupção da ingestão de álcool faz com que o corpo se ressinta: a isto chamamos abstinência que, dependendo, do tempo e da quantidade de álcool consumidos pode causar sérios problemas e até a morte nos casos não tratados. As medicações acima citadas não têm finalidade de atuar nessa fase. A abstinência já tem suas alternativas de tratamento bem estabelecidas e relativamente satisfatórias. O Dissulfiram é uma substância que força o paciente a não beber sob a pena de intenso mal estar: se isso for feito, não suprime o desejo e deixa o paciente num conflito psicológico amargo. Muitos alcoólatras morreram por não conseguirem conter o desejo pelo álcool enquanto estavam sob efeito do Dissulfiram. Mesmo sabendo o que poderia acontecer, não conseguiram evitar a combinação do álcool com o Dissulfiram, não conseguiram sequer esperar a eliminação do Dissulfiram. Fatos como esses servem para que os clínicos e os não-alcoólatras saibam o quanto é forte a inclinação para o álcool sofrida pelos alcoólatras, mais forte que a própria ameaça de morte. Serve também para medir o grau de benefício trazido pelas medicações que suprimem o desejo pelo álcool, atualmente disponíveis. Podemos fazer uma analogia para entender essa evolução. Com o Dissulfiram o paciente tem que fazer um esforço semelhante ao motorista que tenta segurar um veículo ladeira abaixo, pondo-se à frente deste, tentando impedir que o automóvel deslanche, atropelando o próprio motorista. Com as novas medicações o motorista está dentro do carro apertando o pedal do freio até que o carro chegue no fim da ladeira. Em ambos os casos, é possível chegar ao fim da ladeira (controle do alcoolismo). Numa o esforço é enorme causando grande percentagem de fracassos; noutro o esforço é pequeno, permitindo grande adesão ao tratamento. Vejamos agora algumas informações sobre as novas medicações.



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vícios Internet

Há o vício em internet que também é conhecido como compulsão à internet ou internet-dependência. É diagnosticado como um caso de internet-dependência, quando as pessoas têm sua vida pessoal, profissional e sentimental afetada pela permanência exagerada na internet. Atualmente, os casos de compulsão à internet vêm crescendo consideravelmente, isso está associado ao fato de que a todo o momento novas pessoas estão se conectando à rede, além dos atrativos novos que ela proporciona aos internautas veteranos, fazendo com que queira permanecer conectados sempre. Existem casos de ciberviciados que morreram por permanecerem tempo de mais na frente do computador. Isso se deve ao fato de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte. Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de internautas americanos sofrem deste mal. Uma pessoa que passa algumas horas conectadas a internet, seja enviando e-mails, conectado a sala de bate-papo, realizando negócios ou jogando, pode ser considerado um ciberviciado. Alguns especialistas consideram o vício pela internet um “problema psíquico”. As mortes geradas pela compulsão à internet fizeram com que surgissem as “ciberviúvas”, são as esposas e namoradas de homens que morreram deste mal. Além disso, o cibervicio gera o “ciberadutério”, ocorre com pessoas que têm algum tipo de relacionamento fixo e mantém um relacionamento amoroso virtual. Muitos especialistas declaram que o cibervicio deveria estar listado juntamente com a cocaína, a heroína, entre outras drogas que geram vício.

sexta-feira, 9 de abril de 2010